Navio porta-contêineres rebocado no porto de Antuérpia

Foto da capa: Trougnouf (Benoit Brummer), via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).

A economia mundial deve crescer 2,6% em 2026, contra cerca de 2,9% em 2025. A projeção é da UNCTAD, a agência da ONU para comércio e desenvolvimento, que divulgou seu relatório anual em Genebra na sexta-feira (9). O principal motivo é o choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio, que envolve EUA e Irã.

Os números

  • O comércio global de bens e serviços deve crescer 4% em termos reais, depois do recorde de US$ 35 trilhões em 2025. Parte da alta vem do preço mais caro da energia;

  • O comércio entre China e EUA caiu mais de 20% desde 2024;

  • A Ásia deve responder por 59% do crescimento mundial: Índia com 7,3%, Indonésia com 5,2% e China com 4,5%.

Os alertas

A agência aponta que produtos ligados à inteligência artificial, como semicondutores, puxam o comércio de mercadorias, mas que isso não garante ganhos para países em desenvolvimento. Também alerta que a concentração dos mercados em poucas empresas de IA pode ameaçar a estabilidade financeira.

O que outras instituições dizem

  • Banco Mundial: previsão de 2,5%, com cenário pessimista de 1,3%;

  • FMI: previsão de 3%, com riscos ligados à guerra com o Irã e à fragmentação do comércio.

E o Brasil? Petróleo mais caro pressiona combustíveis e inflação, o que influencia a taxa de juros e, por consequência, o custo do financiamento imobiliário.


In English: UN expects a slower world economy in 2026 because of the Middle East energy shock

The world economy is expected to grow 2.6% in 2026, down from about 2.9% in 2025, according to UNCTAD, the UN trade and development agency, which released its annual report in Geneva on Friday, October 9. The main reason is the energy shock caused by the war in the Middle East involving the United States and Iran.

Global trade in goods and services should grow 4% in real terms after a record US$35 trillion in 2025, partly because energy is more expensive. Trade between China and the U.S. has fallen more than 20% since 2024, and Asia is set to account for 59% of global growth, with India at 7.3%, Indonesia at 5.2% and China at 4.5%.

The agency notes that AI-related goods such as semiconductors are driving merchandise trade, but that this does not guarantee gains for developing countries, and it warns that market concentration in a handful of AI companies could threaten financial stability. The World Bank projects 2.5% growth, with a downside scenario of 1.3%; the IMF projects 3%. For Brazil, more expensive oil weighs on fuel prices and inflation, and therefore on interest rates and the cost of mortgages.


En español: la ONU prevé una economía mundial más lenta en 2026 por el choque energético en Oriente Medio

La economía mundial crecería un 2,6% en 2026, frente a cerca del 2,9% en 2025, según la UNCTAD, la agencia de la ONU para el comercio y el desarrollo, que presentó su informe anual en Ginebra el viernes 9 de octubre. La causa principal es el choque energético provocado por la guerra en Oriente Medio entre Estados Unidos e Irán.

El comercio mundial de bienes y servicios crecería un 4% en términos reales tras el récord de 35 billones de dólares de 2025, en parte por la energía más cara. El comercio entre China y EE. UU. cayó más de un 20% desde 2024, y Asia aportaría el 59% del crecimiento global: India con 7,3%, Indonesia con 5,2% y China con 4,5%.

La agencia señala que los productos ligados a la inteligencia artificial, como los semiconductores, impulsan el comercio de mercancías, pero que eso no garantiza beneficios para los países en desarrollo, y advierte que la concentración del mercado en pocas empresas de IA puede amenazar la estabilidad financiera. El Banco Mundial proyecta un 2,5%, con un escenario pesimista del 1,3%; el FMI, un 3%. Para Brasil, el petróleo más caro presiona los combustibles y la inflación y, por ende, los tipos de interés y el costo de la financiación de vivienda.

Fontes

Por Hélio Morais, Habitei. Publicado em 10/10/2026.

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Hélio Morais

Sobre o Autor

Hélio Morais

Hélio Morais é formado em TTI, especialista no programa Minha Casa Minha Vida, em marketing digital e inteligência artificial. Escreve sobre compra de imóveis, lançamentos residenciais e o mercado imobiliário de São Paulo. Ao longo de 10 anos atuando como corretor no mercado imobiliário popular, já ajudou milhares de famílias na conquista da casa própria. Foi pensando em seus clientes que fundou a habitei.com, para atender o público de São Paulo. No blog da Habitei, ele transforma informações úteis em conteúdos claros para quem quer encontrar, comparar e decidir com mais segurança. Tem interesse por urbanismo, moradia e pelas mudanças da cidade, sempre buscando ajudar o leitor a entender melhor os bairros, oportunidades e etapas da compra de um imóvel novo. Acompanha temas que influenciam a escolha do lar, do perfil do bairro ao momento de compra.

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