Durante anos, o Minha Casa, Minha Vida atendeu quase só famílias de renda baixa. Em 2025 o governo criou a Faixa 4, pensada para a classe média: gente que ganha demais para as faixas com subsídio, mas que ainda sente o peso dos juros de mercado para comprar o primeiro apartamento. Em março de 2026 o Conselho Curador do FGTS ampliou a faixa. Veja o que mudou, quem tem direito e quanto custa a parcela.
O que é a Faixa 4
A Faixa 4 foi aprovada pelo Conselho do FGTS em 15 de abril de 2025 e a Caixa começou a operá-la em maio daquele ano. No lançamento, atendia famílias com renda mensal de R$ 8 mil a R$ 12 mil, com imóveis de até R$ 500 mil, juros de 10,5% ao ano (projeção do governo, abaixo dos juros de mercado da época) e prazo de até 420 meses. O governo estimava beneficiar mais de 120 mil famílias, com recursos do FGTS, da poupança, de LCIs e do Fundo Social do Pré-Sal.
Diferente das faixas 1 e 2, não há subsídio: a família paga o valor integral do imóvel. O benefício está nos juros menores que os do crédito comum e na possibilidade de usar o FGTS na operação.
O que mudou em 2026
Segundo a decisão divulgada em 24 de março de 2026, o teto de renda da Faixa 4 subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil, e o teto de valor do imóvel passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Na prática, mais apartamentos novos em São Paulo passaram a caber no programa, inclusive projetos de médio padrão que antes ficavam de fora.
Quem tem direito e quais as condições
Renda familiar bruta: de R$ 9.600,01 a R$ 13.000 por mês (a Faixa 3 vai até R$ 9.600).
Imóvel: até R$ 600 mil, urbano, com situação regular. Reportagens de 2025 indicam que a modalidade vale para imóveis novos ou usados.
Financiamento: até 80% do valor do imóvel, com o comprador complementando a diferença como entrada.
Prazo: até 420 meses (35 anos).
FGTS: pode ser usado, e a reportagem da Agência Brasil de 2025 cita que o benefício se aplica ao primeiro imóvel financiado com o fundo.
As regras operacionais, como a taxa vigente e o enquadramento do seu imóvel, são definidas pela Caixa, então confirme na agência ou no aplicativo antes de fechar negócio.
Quanto fica a parcela
Com a metodologia padrão da Habitei (tabela Price, 80% financiado, 420 meses e taxa de referência de 10,5% ao ano), as parcelas ficam assim:
Imóvel de R$ 450 mil: financia R$ 360 mil, parcela de cerca de R$ 3.235, renda sugerida de aproximadamente R$ 10.800.
Imóvel de R$ 500 mil: financia R$ 400 mil, parcela de cerca de R$ 3.595, renda sugerida de aproximadamente R$ 12.000.
Imóvel de R$ 600 mil: financia R$ 480 mil, parcela de cerca de R$ 4.310, renda sugerida de aproximadamente R$ 14.400.
A renda sugerida considera a parcela em até 30% da renda bruta. Para o imóvel de R$ 600 mil, isso fica acima do teto de renda da faixa, o que significa que, na prática, quem está perto de R$ 13 mil costuma olhar imóveis de até cerca de R$ 500 mil ou dar uma entrada maior. Se quiser ver a tabela completa, leia quanta renda você precisa para financiar um apartamento em São Paulo.
Vale a pena para quem?
A Faixa 4 tende a valer a pena para quem tem renda média, quer comprar o primeiro imóvel e consegue dar entrada de pelo menos 20%. Se a sua renda cabe na Faixa 3, compare as duas condições antes de decidir, porque o teto de valor e a taxa mudam. Veja o resumo de todas as faixas no guia do Minha Casa, Minha Vida em 2026.
Próximo passo
Compare os imóveis à venda na Habitei dentro do teto da sua faixa e, se quiser simular com a sua renda real, fale com a nossa equipe.
Fontes: CNN Brasil (15/04/2025), Agência Brasil, Mercado & Consumo (06/05/2025) e Band (24/03/2026). Regras, taxas e prazos podem mudar; confirme com a Caixa. Conteúdo informativo, sem recomendação financeira.
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